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Os japoneses têm trazido até nós algumas palavras ou expressões que são difíceis de traduzir. E tanto na tradução interpretativa como na literal, existe sempre a ‘clivagem’ cultural entre o Ocidente e o Oriente. É o que se passa com a expressão “Jimba Ittai” que simboliza a unidade entre cavalo e cavaleiro, essencial para a técnica “Yabusame” que consiste em utilizar o arco e flecha enquanto se cavalga. É uma espécie da arte de cavalgar em toda a sela, mas em japonês. Arte refinada pelos samurais, concedia grande vantagem táctica, tirando partido da mobilidade do cavaleiro e certeira pontaria do arqueiro. De acordo com os entendidos, para conseguir cavalgar desta forma, era exigido um exímio equilíbrio, além de uma excepcional ‘comunicação’ entre cavaleiro e cavalo, sendo este entendimento sensorial. Ao dotar o novo CX-5 e outros modelos da gama com um conjunto de evoluções, a Mazda consegue algo semelhante com este conceito de Jimba Ittai. Ao aumentar a rigidez estrutural da carroçaria e com o apoio do GVC, poder-se-á dizer que a carroçaria oscila menos e que as suspensões e travões, trabalham mais. Mediante aplicação selectiva do sistema de travagem (roda a roda) e redução do binário do motor, diminui-se a força ‘G’ criada nas curvas, acelerações ou travagens mais bruscas. No entanto, nada disto é transmitido ou comunicado, de forma perceptível, tanto a quem conduz como aos passageiros. Ao conduzir os renovados SUV da marca japonesa, percebemos que as impressões de condução, traduzem um evidente incremento na suavidade e refinamento e que estas, se traduzem num melhor conforto de rolamento e desempenho dinâmico. Se tivéssemos que traduzir de forma interpretativa a expressão japonesa, diríamos que se trata de percepção sensorial. No caso de nos exigirem uma tradução literal, não hesitaríamos em sugerir um SUV da Mazda.